No Metro de Moscou


Inspirado no livro intitulado com o mesmo nome (Metro 2033), do escritor Dmitry Glukhovsky, o jogo foi lançado em março de 2010 para Xbox 360 e PC. Depois tivemos suas versões para PS4 e Xbox One: Metro Redux, além da sequência Last Light, que saiu em 2013.

Eu joguei a versão de Playstation 4 e notei que essa versão tem melhorias gráficas e algumas mudanças sutis na gameplay.

Passagem de metrô…


 A história se passa em Moscou, anos depois que bombas nucleares caíram na terra. O motivo foi a 3° guerra mundial, iniciada em 2013, com várias cidades sendo dizimadas e, com a contaminação no solo, a terra iniciou o “inverno nuclear” (que é o período logo depois que as bombas caem, criando uma fumaça tão densa que não deixa que os raios de sol cheguem à terra). Por conta disso, a vida na terra foi praticamente extinta e as pessoas que sobreviveram fora aquelas que estavam no subsolo ou fugiram para estações de metrô e, abaixo de Moscou, começamos a nossa jornada.

Com o passar do tempo, os humanos se estabilizaram, mas, como sempre, a paz não reina quando pessoas estão no comando. Ao longo dos anos, várias facções foram criadas e cada uma ficou com uma parte do metrô, havendo vários aliados e inimigos.

Nosso protagonista vive em uma dessas bases de sobreviventes, ele se chama Artyom e viveu praticamente sua vida inteira no subterrâneo e nos metrôs de Moscou. Vamos controla-lo no jogo para acabar com os inimigos dos humanos.

Quando tivemos a queda das bombas, vários animais e pessoas sofreram com a radiação; aqueles que não conseguiram fugir para o metrô, acabaram sofrendo mutações, assim como todo os animais que existem, e surgiram novas formas de vida. No jogo, os humanos chamam eles de mutantes (não os do X-Men), animais e insetos que se modificaram com a radiação. Temos humanos que foram contaminados, chamados de Dark Ones, eles, em especial, têm poderes psíquicos e são a grande ameaça para humanidade.

Um FPS para poucos…


 Para os amantes de jogos de tiro, Metro pode ser frustrante: sua jogabilidade tem uma certa cadência nos movimentos básicos de Artyom; para carregar armas há uma certa demora; no game, por causa da radiação, usamos máscaras de oxigênio frequentemente e temos que repor ela com filtros de ar, que achamos pelo cenário, ela suja também e, quando você sofre dano, ela quebra. Por falar nisso, nosso protagonista tem pouca resistência a balas e a ataques dos mutantes. A escuridão é um dos nossos aliados no jogo: há vários locais onde podemos optar em ser mais furtivos e silenciar os inimigos sem causar um alarde, até porque há poucas balas, então a estratégia é essencial em 2033.

Vale a Pena?!

Quando terminei Metro 2033, pensei: como poucas pessoas conhecem esse game que tem gráficos lindos, momentos de stealth e de terror, onde vamos ficar centrados olhando para a tela, apreensivos, quando aquele monstro vai aparecer e com os barulhos que fazem? E, sim, ele vale muito a pena para pessoas que querem um desafio.


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