Os deveres de ser Imperatriz
Ser uma Imperatriz pode ter dias bons ou ruins e em Dishonored provavelmente foi o dia ruim.
Desenvolvido pela Arkane Studios e publicado pela Bethesda
em novembro de 2016, Dishonored 2 e uma continuação direta do primeiro que
envolve elementos de furtividade e exploração típicos da desenvolvedora, o game
saiu para ps4, Xbox One e Pc.
Como sabemos no primeiro jogo Corvo Attano tem uma filha chamada
Emily, no game nosso objetivo e salvar nossa filha e tentar desvendar quem
matou a sua esposa (que era a Imperatriz), mas aqui no segundo jogo o tempo se
passou com isso Emily já adulta tem os compromissos de uma Imperatriz assim
precisando ir em reuniões e festas da realeza, em uma dessas cerimonias onde a
Imperatriz vai receber uma visitar familiar sendo que ela não se recorda de ter
família além do pai dela.
Com isso Emilly fica desconfiada e acaba aceitando a visita,
logo em seguidas vemos a grande antagonista do jogo que é a irmã de sua mãe,
sua tia chamada Delilah que busca reivindicar o trono e nessa emboscada
iniciamos o game.
Logo em seguida da emboscada temos uma decisão a fazer que
jogar ou com o Corvo ou com Emilly (Imagem a cima), essa escolha vai mudar a sua jogabilidade,
porque com o Corvo temos um homem mais experiente que usa mais da força bruta e
dos poderes que recebeu do Vazio
O Vazio é de onde nossos poderes veem e com eles podemos ser
mais furtivos e silenciosos, ou mais letais, isso vai da escolha do jogador
A outra escolha e jogarmos com a Emily que é pouco
experiente e mais frágil onde podemos usar mais a furtividade e vazio também, outra
escolha para Emily podemos jogar sem usar poderes nenhum deixando a gameplay
com uma dinâmica totalmente diferente.
Então basicamente temos três opções de gameplay para o
jogador? Não.
Aí que está a grande atrativo dos games da Arkane, Dishonored é um jogo onde podemos simplesmente jogar do jeito que queremos e isso pode gerar consequências para a nossa jornada, como um exemplo quando somos mais sutis sem assassinar nenhum inimigo sempre jogando em busca de pistas para o decorrer da história, mas com cautela de matar ninguém seu protagonista vai ser menos reconhecido nas ruas e se torna o grande mistério para os inimigos. Quando entramos no modo mais letal, usando os elementos de furtividade, os inimigos vão nos temer e ficar com mais medo da nossa presença.
Dishonored e feito por fases então cada capítulo teremos uma
fase que podemos explorar por inteiro, iremos achar artefatos para melhorar
nossas habilidades do vazio ou vasculhar a casas para conseguimos mais dinheiro
e comprar itens para ser mais furtivos na nossa jornada.
O game em si e chamado de simulador imersivo onde podemos
fazer vários tipos de estratégia para terminar uma missão, é muito difícil você
achar um amigo que fez a fase do mesmo jeito que você fez, sempre no final
temos um ranking onde podemos ver o que fizemos de melhor, quantos segredos
descobrimos, ou se matamos aliados ou soltamos alarmes. Esse elemento e
interessante para jogadores mais dedicados.
Arte e ambientação:
A ambientação dessa
game é outro ponto forte, a estética envolve um steampunk com elementos
vitorianos com uma atmosfera industrial, então sempre estamos andando por
esgotos, lugares com ratos no chão, robôs e trilhos pela cidade.
Para quem gosta desse estilo uma referência boa e o filme do
Sherlock Holmes e a série Peaky Blinders onde sempre está aquele céu nublado e
chuvoso, a dublagem está muito boa também mesmo que as vezes parece um pouco
vazia, eu dou um desconto porque provavelmente foi o primeiro jogo dublado em
português da Arkane, mesmo assim os elencos de dubladores são bons e você
consegue entender a história.
Conclusão
Dishonored 2 e um jogo excelente para quem está buscando uma
experiencia de furtividade diferente só que muito prazerosa, eu recomendo você
jogar o primeiro também até porque muito que vemos aqui de jogabilidade se
aplica ao primeiro, espero que tenham gostado e um grande abraço.

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