Rougelites para se divertir
Roguelike é um gênero que está na indústria a muito tempo e sempre teve o seus destaques nos jogos indies como Spelunky ,Hades entre outros.
Mas explicando melhor sobre basicamente vamos entrar em salas que são geradas proceduralmente, assim cada aventura vai ser diferente e seus itens que você pegou nessa jornada são perdidos para a sua próxima tentativa, é um gênero bem desafiador e bastante repetitivo mas bem viciante.
Um gênero derivado do roguelike são os rougelites, que são games com a mesmo proposta mas ao invés de você perder todo seu progresso, em cada jogo tem sua mecânica diferenciada para mostrar que você está progredindo e nessa postagem vou falar de dois que joguei que achei muito interessante para quem quer entrar nesse gênero.
Curse of the Dead Gods
O game saiu em 2021 para Pc, Xbox e Playstation, onde em Maio de 2022 saiu como um dos jogos dados pela plus, desenvolvido pela Passtech Games
Primeiramente esse jogo não tem uma história aprofundada e seu intro é basicamente um homem entrando em uma tumba e ela se fechando com ele lá dentro.
Curse ele não vai te cativar pela história mas sim por sua jogabilidade que é viciante e por suas mecânicas de punição e progressão.
A Maldição
Quando você inicia sua entrada no templo você tem um tutorial básico, e aí o jogo se inicia, temos um sistema de punição onde seu personagem a cada fase que passa sofre um pouco da maldição, isso vale também para golpes de inimigos e armadilhas que temos no cenário, então temos que tomar muito cuidado desviando de golpes, no canto inferior direito um á um medidor da sua maldição e em cima cinco marcas que são os limites de maldições que podemos sofrer, cada marca equivale a uma que você vai sofrer como por exemplo ficar com a visão turva até matar o boss da fase.
Mas as maldições podem ser boas ou ruins para sua jornada naquele momento, porque no decorrer das fases temos templos onde podemos fazer adorações a deuses e eles podem nos oferecer itens ou até atributos para melhoria da nossas armas, mas isso vem com sacrifícios ou de sangue ou com o dinheiro, então podemos pegar uma melhoria meio que de “graça” ou gastar o ouro que você conquistou ali. Uma mecânica interessante é que quando estamos na luz da tocha damos mais dano e quando estamos na escuridão sofremos mais dano, mas isso vai muito de acordo com a maldição que você tiver, porque isso pode ajudar na sua jornada.
Cada vez que você morre seu personagem vai ao submundo onde ele pode colocar atributos como ter mais sortes em baús ou sofrer menos dano das armadilhas, liberar uma habilidade logo cedo ou armas boas logo no início da jornada.
Falando das armas a gameplay do jogo é um dos pontos fortes, a sua visão é isométrica como dos jogos da saga Diablo e você pode carregar três armas, que podem alternar sendo de a distância ou corpo a corpo, isso vai muito da sorte no início porque podem vir armas bem ruins, seu personagem tem um botão de esquiva e de perry onde pode bloquear um ataque inimigo deixando ele com a defesa fraca, embaixo dele a também cinco pontos de stamina, esses que são essenciais para desviar porque se você não tiver nenhum seu boneco não desvia.
Outro ponto forte é que esse jogo é sua estica e gráficos que são lindos, sua arte parece muito com a da HQ do Mike Mignola que desenhou Hellboy, com uma pegada de sombra e terror, o jogo tem um 3D que deixa a ambientação misteriosa como um jogo de templos egípcios devem ser.
Children Of Morta
O game saiu em 2019, saindo para PC, Xbox e Playstation, desenvolvido pela Dead Mage, como é um jogo mais antigo sempre sai em promoção.
Já nesse roguelite a história importa sim, temos aqui a família Bergson que vive em um mundo que está sendo destruído por uma corrupção e a essa família é uma das que podem acabar com isso.
Children tem uma história muito legal, algo bem raro nesse gênero que é mais focado em gameplay e habilidades, essa jornada que é contada aos poucos por um narrador que fala sobre a família e dos feitos dela e de como ela está tentando salvar o mundo dessa corrupção
Família que importa
Aqui um dos grandes chamativos é que não teremos várias armas ou maldições e sim membros da família que no total são setes que vão lhe ajudar nessa jornada de destruir a corrupção, cada membro dos Bergson tem um estilo diferente de combate, como por exemplo o Pai da família o John é um guerreiro clássico que usa espada e escudo, no game você tem três habilidades duas normais e uma que é tipo um especial que você pode usar mas ele tem um tempo de recarga.
A sua jornada é embaixo da casa da família onde a Avó abre um portal para transportar um do integrante que você tiver para uma caverna onde a corrupção está dominando e lá você irá explorar até chegar em um boss da fase. No decorrer da sua aventura você vai explorando e vai descobrindo mais da família e porque ela é tão importante.
Com o dinheiro que você adquire nas cavernas você pode melhorar cada personagem ou só melhorando um específico que você se sente melhor jogando, o jogo pode ser jogado em dois no Coop deixando a experiência ainda mais divertida, com isso podendo cada um ir com uma classe diferente.
Os gráficos são muito bonitos, ele também é isométrico, com uma pixel arte muito linda e sua ambientação medieval, um destaque são as cutscenes onde é mostrado mais da história da família em si, seus conflitos e problemas típicos de uma família normal, isso vai deixando o jogador ainda mais curioso em avançar no game para saber mais dos Bergsons.
Veredito
Falei aqui sobre dois games do gênero que podem ser uma porta de entrada para os mais complexos para quem ficou interessado, roguelites é um estilo de jogo que para aquelas pessoas que não tem muito tempo é uma boa pedida. Mas avisando que são jogos desafiadores que levam um tempo até que você aprenda suas mecânicas de gameplay.





Comentários
Postar um comentário