BGS 2025

Nesta nova edição do maior evento de games da América Latina, vou destacar alguns dos estandes de que eu mais gostei no evento e também algumas situações que me incomodaram nesta última edição.

Estandes em destaque

Com a ausência nos últimos anos de PlayStation e Xbox, a Nintendo tomou o posto de estande de jogos do evento, trazendo nesse ano o seu grande lançamento, o Nintendo Switch 2, com alguns jogos como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World e os jogos indies do momento como Hollow Knight: Silksong e Hades II. Claro que não faltou a parte de Just Dance, que virou uma tradição no estande.

Outra empresa que vem sempre com um estande interessante no evento é a Samsung. Nesse ano, ela trouxe vários jogos para o público se divertir, como Ghost of Yotei, Persona 3, Street Fighter 6, FC25, Split Fiction, Battlefield 6, entre outros jogos. No seu palco, tiveram bastante interação com o público.

A Sega trouxe para o evento o seu grande lançamento, o Sonic Racing CrossWorlds, com a Dlc do Minecraft. Era um estande com bastante lugares para jogar, além de um carro do Sonic e uma estatueta para tirar foto com o ouriço mais famoso dos games.

Path of Exile II trouxe ao evento um estande muito parecido com o da última BGS, agora com um desafio de boss rush, onde você ganhava brindes se conseguisse derrotar uma quantidade específica de chefes. Foi um desafio bem interessante que deixou o estande bem cheio.

Outras atrações

A área de fliperama veio forte esse ano com dois locais diferentes no evento, trazendo vários jogos para o público se divertir em família. Um destaque foram os simuladores com óculos de realidade aumentada para ter uma imersão ainda maior.

Além disso, a loja do Genshin Impact, que trouxe itens exclusivos para os fãs do game e uma imersão de Pokémon foram as novidades interessantes nessa edição.

Muita gente foi nessa edição da Brasil Game Show para ver um certo desenvolvedor de jogos chamado Hideo Kojima, o criador de Death Stranding e Metal Gear, que esteve no evento no final de semana, no dia 11 e 12. Kojima sentiu como é o público brasileiro e como ele é querido aqui no Brasil, com seu nome sendo gritado pela BGS inteira quando ele apareceu para o Meet & Greet, mas o que deveria ser só alegria acabou se tornando uma frustração para alguns fãs.

O encontro foi só destinado a 200 pessoas que, por meio de uma pulseira, conseguiriam interagir com o Kojima, mas a distribuição dessas pulseiras foi questionável, com poucas pessoas sabendo dessa informação, assim deixando quem não sabia muito frustrado e irritado com a organização do evento que não informou para o público geral como seriam distribuídas essas senhas.

Com isso, o sonho de muitas pessoas foi frustrado, mesmo antes de saber que tinha uma chance de falar com o desenvolvedor.

Conclusão

Os eventos de games nos últimos anos mudaram bastante, antes com o foco em jogos, trazendo novidades como lançamentos exclusivos para um evento ou até uma demo exclusiva para algumas pessoas, mas de uns 3 anos para cá os jogos estão ficando em segundo plano, com o grande aumento de influenciadores em todo o mundo. Eventos como a Brasil Game Show têm sido palcos não só de videogames, mas também de influenciadores digitais de qualquer tipo de área.

Outro ponto é que o evento continua com filas enormes, deixando assim as pessoas que compram o ingresso para um dia frustradas por passar horas em uma fila e acabar jogando por 1 a 2 minutos um jogo.

Com a ausência de grandes desenvolvedoras, o evento tem sido tomado por empresas de periféricos e times de e-sports. Por um lado, um público diferente está indo ao evento, mas o intuito de você ir a um evento de games e não conseguir jogar nada está cada vez mais comum. Pode ser que, com a concorrência da Gamescom Latam, a BGS possa, no próximo ano, melhorar e tentar trazer o brilho das edições anteriores do evento.

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